Alpha à conversa com Judah Smith

Alpha à conversa com Judah Smith

À frente duma comunidade de 6 mil pessoas e seguido no Twiter por mais de 250 mil pessoas não é fácil. Por isso a questão, como faz?

O papel dos media para alcançar uma geração

Tem mais de 250 mil seguidores no Twitter – o que o levou a utilizar o Twitter?

Bem, acho importante envolver-se com o mundo aproveitando a cultura por forma a que se perceba a mensagem e ferramentas como o Twitter ajuda-nos nisso. Não sei bem explicar como atingi os 250 mil seguidores, mas é uma honra ter pessoas que se preocupam com as coisas que escrevo e não assumo levianamente essa influência

 

Como partilha o evangelho numa frase?

Pergunta difícil… que tal: Jesus é a pessoa mais incrível que já viveu, e quando O vir como Ele realmente é, torna-se quase irresistível.

 

Porque é importante ter uma voz na nossa geração?

Penso que somos chamados a ter uma voz na nossa geração – de facto não penso que é uma escolha por ser cristão. Temos uma voz independentemente de ter consciência disso ou não; o objetivo é ter uma voz que promova o evangelho de Jesus Cristo junto duma geração que pode efetivamente usar algumas boas notícias.

Na sua opinião qual é o melhor canal para atingir a geração dos “vinte e tais” com o evangelho?

Penso que atingimos os “vinte e tais” seguindo o exemplo de Jesus. Os seus discípulos eram jovens, tinham “vinte e tais”, e podemos presumir que muitos dos que O ouviam e seguiam pertenciam a esta faixa etária. Ele era genuíno, autêntico, sincero com as pessoas e compassivo. Preocupava-se com os problemas diários das pessoas sem ser “religioso”. Simplesmente amava as pessoas de verdade e estas percebiam isso quando O conheciam. Penso que devemos ser assim. Optar pela simplicidade.

 

ALPHA

Como pode o ALPHA ajudar?

O ALPHA é acerca dos fundamentos da nossa fé e no que acreditamos – este papel nunca muda. Haverá sempre necessidade de ser discípulo, e o ALPHA é um dos caminhos que a igreja encontrou para passar, de forma correta, o testemunho à próxima geração.

  

Até à data que resultados têm alcançado com o ALPHA?

Temos organizado encontros ALPHA nos últimos dez anos e é um dos caminhos que propomos aos novos crentes para crescerem na fé, em pequenos grupos. Testemunhamos que, nos pequenos grupos ALPHA, centenas de pessoas encontraram um lugar para obter respostas a questões importantes sobre quem é Jesus, em que acreditamos, entre outras coisas em que assenta o crescimento da fé pessoal.

 

O CAMINHO ATÉ AGORA E O FUTURO

Até agora, quais foram os pontos mais altos e mais baixos na sua caminhada como pastor?

Não sei se posso apontar essas coisas, mas posso contar vos que o período em que perdi o meu pai e herói que coincidiu com a tomada do leme desta grande igreja foi um tanto paradoxal para mim. Liderar a “The City Church” é uma das maiores alegrias da minha vida, mas iniciar esta tarefa sob tais circunstâncias foi um dos períodos mais difíceis que tive de atravessar – tanto espiritual com emocionalmente.

 

Qual foi o melhor conselho recebido ao longo desta jornada?

Os meus pais sempre me incentivaram a encontrar força na graça de Jesus Cristo – nomeadamente no dom que Deus me concedeu de liderar e pregar. Continuadamente, foram dizendo que as pessoas queriam ouvir o que tinha para dizer, que tinha sido chamado para fazer isto e que sou bom a fazê-lo. Como consequência, não tenho problemas de insegurança ou de falsa humildade. Sei que é uma graça que Deus me concedeu.

 

Como lida com a tensão que existe entre fazer o que Deus lhe pediu e ser importante para esta geração?

Acho que sinto que se trata da mesma coisa. Deus chamou-me para ser a sua voz e pregar a sua mensagem de forma a alcançar esta geração. Sei que nem toda a gente fica feliz ao ouvir a mensagem ou concorda com ela. O que não significa que a mensagem não é importante para eles. Um pensamento que me tem ajudado é saber que a salvação das pessoas não é o meu trabalho. É o trabalho do Espírito Santo e Ele é mesmo bom nisso. Cabe-me apresentar a verdade com toda a minha competência e, de seguida, confiar que o Espírito Santo fará o que melhor faz.

Não tento ser importante – quero dizer, é claro que eu percebo que tenho de ser para alcançar tanta gente, mas não é algo a que dedique muito tempo. Deliberadamente, concentro-me nos “fora da igreja” e em apresentar o evangelho de forma a que as pessoas possam integrá-lo no seu dia-a-dia e somente sob esta perspetiva. E se isto significar ser importante, então sim, é uma dinâmica a que todos, neste ministério, são desafiados a seguir.

Daqui a 10 anos onde pensa estar?

Espero que ainda esteja a liderar as pessoas de “The City Church”. É verdadeiramente o desejo do meu coração mostrar às pessoas de Seattle e do mundo quem é Jesus, e esta é a minha missão e a missão da nossa igreja para os próximos 10 anos.

Judah Smith lidera a “The City Church” em Seattle (EUA). 
Encontre-o no Twitter: @judahsmith

Fotografia: Vivian Silva

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