Falar bem nos pequenos grupos

Falar bem nos pequenos grupos

Eu fui para o Alpha por puro impulso. Como estudante de primeiro ano na universidade em Londres, tinha ouvido alguns dos meus amigos mais velhos falar do quão espectacular era. Contudo, estar pela primeira vez numa grande cidade cheia de energia e arrogância, eu esperava maravilhar toda gente com as minhas atitudes progressivas e as minhas opiniões controversas sobre a fé.

A primeira coisa que reparei sobre o Alpha foi a multidão ecléctica que esperava na rua. Enquanto aguardava, conversei com um homem que tinha sido forçado a dormir no sofá do irmão, depois de ter sido despojado, por não ter pago a renda. Eu nunca teria tido a oportunidade de conhecer alguém assim na minha habitual “bolha” da universidade.

As minhas paredes começaram por baixar assim que percebi que não era o único com questões a fazer. Desde os meus anos de adolescente que sentia um certo vazio, um sentimento de desequilíbrio com o mundo à minha volta, que eventualmente evoluiu para uma forte insatisfação com a vida. Eu tinha tentado consumir informação e boa literatura, até quase espiritual, para preencher este vazio. Mas nada me deu realmente aquilo que eu precisava.

Eu não esperava uma cozinha de estrela Michelin, mas o esparguete à bolonhesa que eles serviram, era melhor do que qualquer coisa que eu tivesse cozinhado. A vida não pode ser muito melhor do que uma refeição grátis, não é?

Segundo Charlie Mackesy, que fez a primeira conversa de introdução da noite do Alpha, a vida pode ser melhor.

À espera de uma conversa estereotipada, severa e tradicionalmente religiosa e que pregasse aos “pecadores” na assembleia, a mensagem recebida foi inovadora. Ouvir alguém a falar sobre a fé da mesma forma que eu pensava - com equívocos, incompreensão e cepticismo – foi música para os meus ouvidos.

A mensagem principal era que todos estávamos esfomeados de realização espiritual, e que não há bebida alcoólica, centro comercial ou obsessão profissional que competisse com o amor de Deus, e o sentido que uma relação com Ele provém.

Eu senti que finalmente estava no ambiente correcto para abordar questões que tinha sobre fé e vida. As conversas que tínhamos nos pequenos grupos de discussão eram o ponto alto da noite. As histórias das pessoas variavam, mas todos partilhavam uma característica comum: a fome de uma realização espiritual. Foi bom saber que não era o único que vinha de um contexto não cristão, alguém que não sabia muito sobre a Bíblia, mas que queria conhecer mais.

"Eu não era o único que vinha de um contexto não cristão, alguém que não sabia muito sobre a Bíblia, mas que queria conhecer mais."

A nossa discussão recorrente centrava-se na seguinte questão: “Se pudesses perguntar algo a Deus, o que seria?” Esta não é uma questão que surge numa conversa de dia-a-dia, mas sentíamos que estávamos todos a trabalhar juntos para algo, algo importante, e algo que traria implicações para todos nós. As pessoas respondiam com perguntas como “Eu perguntaria a Deus porque que é que existe tanto sofrimento no mundo” e “perguntar-Lhe-ia qual é o nosso propósito na vida”.

Ser livre para dar a voz a estas questões foi catártico. Esta foi a primeira oportunidade que tive para falar sobre a fé sem ser julgado. Eu percebi que as minhas opiniões controversas eram máscaras para questões e ambivalências que incomodavam-me há anos. A cada semana que regressava e ia aprendendo passo a pequeno passo sobre Jesus, as pessoas no meu grupo do Alpha tornavam-se rapidamente nos meus amigos mais próximos.

Todos estávamos esfomeados de gratificação espiritual. Na primeira semana do Alpha, eu comecei a perder o pessimismo que tinha crescido em mim. A oportunidade de fazer algumas das perguntas mais importantes que tinha sobre a vida, era muito boa para a deixar escapar

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