A história da Laura

A história da Laura

No dia 17 de Setembro de 2015 por volta das 19.50...tudo mudou. 

Fui baptizada em bebé, fui a batizados, casamentos, funerais, mais nunca entrei numa igreja com a família para uma missa.
Não era habitual da parte dos meus pais frequentarem a igreja.
Nunca frequentei a catequese e acabei mesmo por adquirir uma certa aversão à religião.

A nível escolar enveredei pela área de ciências. Tudo o que mostrasse que 1+1=2 para mim é que era o correto. 
Casei pela igreja, porque...pareceria mal não o fazer, era tradição, etc.
Confesso que a missa nunca me disse nada. O sentar, o levantar era uma "seca" sem significado algum. Nunca fiz qualquer tentativa de aproximação a Deus ou à casa de Deus. 

Em 2001 tive mais uma "prova" de que Deus não existia. A minha irmã adotiva (minha mãe foi ama dela durante 9 anos), tia adotiva do meu filho Daniel, faleceu com cancro aos 19 anos. Como é que Deus, se realmente existia, podia deixar partir a minha irmã de 19 anos, criança inocente, assim tão cedo. Golpe duro de aceitar e causou grande revolta interior. 

Os meus filhos não foram batizados. Decidimos que quando crescessem eles próprios iriam decidir quando o queriam fazer.
E assim foi... e aqui começa finalmente a compor-se o acontecimento do dia 17 de Setembro de 2015.

Por volta de Maio 2015 o Daniel, meu filho mais velho, começou a falar em ir para a Catequese e ser Batizado e eu disse logo: ok, vamos tratar disso. 
Foi nessa altura que o Padre Patrício falou no Curso Alpha para adultos que seria a opção para o Daniel uma vez que já ia a caminho dos 17 anos.  
Eu e o Daniel falámos diversas vezes sobre a ida para o curso. Eu dizia-lhe que provavelmente seria uma "seca" para ele, "palestras chatas e aborrecidas", depois teria que ir à missa e teria que se sentar e levantar N vezes.

Enfim...como eu mudei...mas...já lá chego

No dia 17 de Setembro, por volta das 19.45 chegámos ao estacionamento da igreja de Picassinos, dirigimo-nos ao Padre Patrício e eu disse: eu venho só acompanhar o Daniel! A minha presença é meramente para acompanhar o Daniel. 

Fomos encaminhados para a sala onde ia decorrer o jantar de apresentação do curso e eram umas 19:50 entrámos os dois. Parámos nas escadas da entrada sem saber muito bem o que fazer e foi aí...
Olhei à volta, vi duas caras conhecidas, vi várias pessoas desconhecidas mas cujos olhares me deram conforto e...houve um click dentro de mim.
As borboletas voaram dentro da barriga, a sensação de descarga elétrica, aquela que tenho quando algo de mal acontece, só que desta vez a sensação era boa, era algo de bom que estava a acontecer. 
Foi uma sensação de uma presença, de "algo" que me estava a dizer alguma coisa, posso até dizer que me "estava a chamar". Imediatamente virei-me para o Daniel e disse: Se calhar também venho fazer o curso. Eu na altura disse "se calhar" mas eu já tinha a certeza. 

O convívio no jantar foi excelente. Apercebi-me que havia pessoas que procuravam respostas. Umas porque sofriam, outras por curiosidade, outras para aprofundarem os conhecimentos.
E durante este jantar algo mais despertou em mim. Afinal não sou só eu que sofro, se calhar posso encontrar aqui algumas respostas para o meu sofrimento. 

Há muitos anos que sofro com o transtorno de Ansiedade Generalizada com períodos de depressão. Medicação que ajuda mas que não cura, falta de apoio psicológico.
Nesta altura parecia que já não havia solução para mim. Mas estas pessoas que estavam na mesa, também sofriam e estavam em busca de alento, de conforto, de respostas para as suas dúvidas, para a razão dos seus problemas, pensamentos, etc.
Eu também. Identifiquei-me imediatamente. Estava aberta a todas as ajudas possíveis que me ajudassem a ultrapassar o meu sofrimento, as minhas dificuldades. 

Na palestra de apresentação do Curso Alpha tomei consciência do que era o Curso Alpha, e houve uma frase que o Padre Patrício disse que me marcou: “A ciência e a religião não têm que estar uma contra a outra, elas complementam-se.” 

Afinal 1+1= 2 mas...há mais para além da ciência exata.

No fim da palestra disse que também ia fazer o Curso. 

Logo nas primeiras duas sessões fiquei maravilhada por conhecer Jesus, quem foi, o que fez, porque morreu. Era tudo novo para mim e eu absorvia cada frase, cada palavra que era dita.
Nesta altura estava certa de que tinha tomado a decisão acertada de ir frequentar o Curso Alpha. Estava determinada a fazer do Curso Alpha a minha entrada na religião, na fé, em Deus. De aproveitar toda a informação adquirida a meu favor para o meu dia-a-dia, para a minha vida e para o meu transtorno psíquico. 

Descarreguei várias aplicações para telemóvel, adquiri uma Bíblia, um livro acerca de como ler a Bíblia. Sim, eu pensava que sendo um livro, se começa pelo princípio e depois "all the way till the end". 
Nas sessões de grupo sentia-me ignorante. Mas não me importava. Fazia as mais básicas perguntas sobre orar, a Bíblia, palavras que não conhecia, e sempre tive as respostas, dadas com muito carinho. 
Nesta altura do Curso, ansiava sempre pela Quinta-feira para adquirir mais conhecimento.

Entretanto começou-se a falar mais do fim-de-semana e eu andava em pulgas. Porque será que todos falam maravilhas do fim-de-semana? Como vai ser? 

Nas sessões de grupo sentia-me ignorante

Foi nesta altura, no dia antes do fim-de-semana, que ao ler o livro do Nicky Gumbel, descobri o que me tinha acontecido no famoso dia 17 de Setembro. 

"Quando o Espírito de Deus visita alguém, algo se passa sempre.
Ele não se contenta em fazer sentir uma sensação de agradável calor!
le vem com um fim preciso."

Fiquei com a certeza de que tinha recebido uma “visita”.

O Fim-de-semana

O coração ficou apertadinho, cheio de amor.

Nunca tinha ouvido falar do Espirito Santo para além do "espirito santo de orelha" perdoem-me a referência por isso, para mim, conhecer o Espirito Santo e a sua obra foi magnífico. Finalmente perceber porque se fala no Espírito Santo quando nos benzemos. Logo aqui, durante a manhã, comecei a sentir uma emoção que queria transbordar por mim mas que eu ainda conseguia controlar. 

À tarde é que foi. O choro foi impossível de conter. A emoção tomou conta de mim. É uma sensação difícil de exprimir por palavras. O coração ficou apertadinho, cheio de amor.

Quando soube que estava um grupo de pessoas continuamente a rezar por nós foi mais uma mistura de alegria e choro. Eu sou assim, chorona. E se estou fragilizada ainda choro mais. E a emoção continuou com a oração individual. 

Na expressão das pessoas vi muita emoção, muita alegria, muita surpresa, muito de "não sei explicar". Uma emoção indescritível.

 Regressei a casa mais rica, com um conhecimento muito maior sobre o Espirito Santo, Deus e Jesus ou o "3 em 1". 

Do que foi falado nas palestras identifiquei muitas das causas da minha ansiedade mas também obtive várias respostas para ela, para a controlar. Agora é pôr em prática o que ouvi, absorvi e assimilei.  

Sinto cada vez mais necessidade de ir mais além, de obter mais informações sobre a religião. Adquiri livros, folhetos e subscrevi newsletters. Ler a Bíblia é uma missão. Tenho lido excertos, muitos excertos mas nunca me debrucei sobre um só livro. Brevemente vou fazer a catequese para adultos.

Comecei a ir à missa ao Domingo, de livrinho na mão porque não sei certas coisas de cor. Eu quero dizer tudo como deve de ser então, sem vergonha, lá estou eu a folhear o livrinho da missa. 
Fui às missas do Advento e o ponto alto foi a ida à Missa do Galo, pela primeira vez na vida, e fiquei encantada, adorei. Cantei e cantei dizendo as palavras vindas do fundo do coração. Fui à Missa da Solenidade de Maria Mãe de Deus e muitas missas estão pela frente porque, verdade seja dita, sinto-me muito bem dentro da casa de Deus. Sinto que sou bem-vinda. Sinto uma paz interior. Sinto amor. 
Sinto que este percurso, este novo caminho que decidi tomar me está a ajudar muito a nível de saúde mental, a nível emocional e sinto uma força que me puxa, que me chama, que me diz: continua que estás no bom caminho.  

Tenho a certeza que estou no caminho certo. Era o momento certo para encontrar, sentir e viver com a Santíssima Trindade.

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