O testemunho de Ray

O testemunho de Ray

O Ray é o diretor de arte numa empresa que gere uma revista de luxo. De carácter forte e determinado, sempre manteve de forma convicta as suas crenças. Após a morte da sua mãe, vítima de cancro terminal, começou a questionar se não existiria outra forma de viver.

A minha mãe era Cristã, mas não frequentava a Igreja. Ela faleceu há cerca de 5 anos, vítima de cancro terminal. Durante o período em que esteve doente ela fez-me um pedido: que eu e a minha irmã nos batizássemos, porque não o tínhamos sido em crianças. Na altura eu não o queria fazer, apesar da minha irmã concordar e dos seus filhos também serem batizados. Eu amava a minha mãe, mas tive que me opor. Nunca fui capaz de me comprometer com algo em que não acredito.

“Nunca fui capaz de me comprometer com algo em que não acredito"

Depois da sua morte, comecei a pensar em como não tinha respondido ao seu desejo. Tinha sido, obviamente, um desejo que a consumia há algum tempo. Eu já tinha perdido o meu pai – ele morreu há 15 anos – por isso, perder a minha mãe levou-me a começar a questionar a vida.

Uma amiga do trabalho notou que eu não era o mesmo. À medida que comecei a falar com ela, comecei a perceber que nunca tinha expressado os meus sentimentos sobre a minha mãe. Tinha estado a manter tudo dentro de mim, apesar disso ser bastante desagradável. Ela foi a primeira pessoa com que pude falar abertamente. Ela era Cristã há muito tempo, e sugeriu que eu fosse a um curso Alpha, para perceber se isso me ajudaria a encontrar o que procurava.

Sou curioso por natureza, por isso pensei que podia muito bem fazê-lo. A princípio pensei que estava rodeado por um grupo de gente esquisita/ maluca, e quando eles se levantavam para cantar, eu dizia a mim próprio que nunca me envolveria.

Apesar disto, eu continuei a ir ao Alpha por causa das conversas/partilhas. Eu não frequentei a Universidade, por isso nunca tinha tido a oportunidade de ter discussões tão aprofundadas. Enquanto falávamos sobre Deus e o Universo e o motivo de estarmos todos aqui, senti que as tensões/os stresses do dia a dia começavam a tornar-se insignificantes.

“Eu continuei a ir ao Alpha por causa das conversas"

No fim de semana de retiro do Alpha, percebi que os Cristãos tinham um gosto pela vida que era contagiante. Toda a gente tinha tanta energia. Foi louco, era como se dissessem, ‘vamos apenas aproveitar a vida.’ Também senti que me tinha tornado parte de uma família, por isso, depois do Alpha, continuei a ir à Igreja e até participei nas férias que eles promoveram. Foi quando decidi que queria ser batizado.

No fim de semana de retiro do Alpha, percebi que os Cristãos tinham um gosto pela vida que era contagiante. Toda a gente tinha tanta energia. Foi louco, era como se dissessem, ‘vamos apenas aproveitar a vida.’ Também senti que me tinha tornado parte de uma família, por isso, depois do Alpha, continuei a ir à Igreja e até participei nas férias que eles promoveram. Foi quando decidi que queria ser batizado.

E sempre acreditei num deus, mas não no Deus dos Cristãos. Para mim, existia um criador por aí. À medida que comecei a ler mais coisas sobre Jesus (no Alpha), comecei a perceber como Ele é maravilhoso. Antes, pensava que Jesus era um hippie de chinelos, mas agora, quando penso no sacrifício que ele fez, Ele é mais uma espécie de super-herói.

Ele tornou-se no meu principal foco.

Eu ainda estou um pouco chocado com o quanto mudei – de recusar a ser batizado.
Todos o notaram no trabalho. Sinto-me mais leve e menos agressivo. Estou mais confortável com a minha personalidade e sinto-me em paz com todos.
O Alpha mudou completamente a minha vida. Há uns meses, tive a oportunidade de partilhar a minha história na Igreja. É ótimo saber que as experiências de todos são valorizadas, mesmo não sendo a pessoa mais eloquente. Cada história é incrível.

Entrevista: Yosola Olorunshola

Fotografia: Alex Douglas

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